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Insparedes - Vidros escurecidos - descubra as vantagens e desvantagens!
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Vidros escurecidos - descubra as vantagens e desvantagens!


O escurecimento dos vidros de um carro refere-se ao processo de aplicação de uma fina película laminada no vidro.

Será esta uma opção permitida por lei? Será que traz realmente vantagens? Saiba tudo com a Insparedes!


Várias pessoas optam por escurecer os vidros, devido a questões de privacidade ou segurança, proteção contra raios ultravioleta, incluindo UVA, responsáveis por causar o cancro de pele, redução do brilho do sol. 

Outros condutores, recorrem a esta opção meramente por questões estéticas. Escurecer os vidros pode, efetivamente, representar algumas vantagens, no entanto é necessário conhecer o regulamento português no que a este assunto diz respeito, para que o possa fazer de forma legal.


O que diz a legislação?

N+Segundo o Decreto-Lei nº 193/2009, de 17 de Agosto, qualquer condutor pode incorporar vidros escurecidos no seu carro, desde que certas premissas sejam cumpridas. 

Primeiro, é necessário que essa modificação seja aprovada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), bem como ser realizada por uma empresa que detenha um Certificado de Aplicação. É igualmente necessário que as películas sejam homologadas, ou seja, terão que passar por lista de testes de ensaio. 

Para além disto, as mesmas devem respeitar o fator de transmissão luminosa definido por lei e cumprir com os termos de afixação. De acordo com o n.º 1 do art.º 16º do Decreto-Lei nº392/2007, de 27 de Dezembro, o qual fixa a lei sobre os testes de ensaio, “as amostras de vidro devem ser submetidas ao ensaio de fragmentação e ao ensaio de resistência ao fogo, de acordo com o disposto no Regulamento nº 43 da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa.“ 

Além disto, e segundo o n.º2 do mesmo artigo “deve ser realizado um ensaio de medição relativamente ao fator de transmissão entre os ensaios a efetuar nas amostras de vidros, de modo a poder ser determinado a qual o grupo de categoria a que corresponde a marca de homologação nacional, ….”. 

Outra situação a ser avaliada é a percentagem de opacidade. Assim, segundo o art.º 24º do Decreto-Lei supracitado, “O fator de transmissão regular das amostras de vidro, com película colorida afixada do lado interior, medido de fora para dentro, não deve ser: Inferior a 75 % para os para-brisas; Inferior a 70 %, no caso de vidros não destinados a pára-brisas, à frente do pilar B.” 

A legislação refere de igual modo que a afixação das películas escurecidas será admitida nos veículos ligeiros de passageiros, bem como no de mercadorias, desde que passem nos ensaios referidos e que sejam homologadas. 

O art.º 21.º do Decreto-Lei nº392/2007, de 27 de dezembro, especifica a marca de homologação que as películas devem conter, que a mesma deverá ser claramente legível e indelével aquando da afixação da película no vidro. 

O n.º 3 do mesmo artigo refere ainda que “As marcas de homologação concedidas por outros Estados membros constituem prova suficiente da homologação válida de um tipo de película noutro Estado membro, reconhecida como equivalente à homologação nacional”.


Quais são as vantagens?

Veículos com vidros escurecidos impedem a entrada dos raios UVA no interior do carro, contribuindo para uma temperatura mais agradável, especialmente no Verão. 

A cor dos vidros também reduz o consumo de combustível, já que minimiza a necessidade de usar o ar condicionado. O fumado dos vidros reduz, também, o ofuscamento, o que se traduz num aumento de segurança. 

Além disso, em caso de acidente, a película evita que o vidro se desprenda, o que evita cortes nos ocupantes do veículo. Os vidros escurecidos proporcionam, também, mais privacidade dentro do carro, especialmente útil caso tenha crianças ou objetos de valor consigo.


Quais são as desvantagens?

A principal desvantagem é que a visibilidade, conforme entra menos luz, também se vai perdendo. É esta a razão que impede a instalação de vidros fumados dianteiros. 

Esta redução de visibilidade também pode causar dificuldades em estacionamento ou marcha-atrás. 

Com o tempo e efeito da radiação solar, os vidros fumados que não são de fábrica, mas sim advindos de instalação de película, tendem a rachar e desbotar. Esta é, também, uma grande desvantagem.



Caso pondere optar por este tipo de vidro, deve declarar à sua companhia de seguros quando o mesmo for instalado, de forma a adaptar o seu seguro a esta nova realidade!


A Insparedes deseja-lhe Boas Viagens!


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