Mortalidade rodoviária: já pensou na segurança do peão?

A Prevenção Rodoviária Portuguesa apresentou um relatório com dados relativos aos atropelamentos ocorridos em Portugal Continental, entre 2010 e 2016, no qual se conclui que morreram atropelados nas estradas portuguesas 1111 peões – um peão morto a cada dois dias.

Com estes números, Portugal alcança uma taxa de mortalidade acima da mádia europeia: 14 peões mortos por milhão de habitantes em Portugal contra 11 na UE.

 

Apesar da redução no número de vítimas mortais atropeladas entre 2010 e 2016, todos os anos continuam a morrer mais de 100 peões, sendo necessário implementar medidas que invertam a situação.

Os dados apresentados mostram a vulnerabilidade dos peões enquanto utentes da estrada – os atropelamentos são os acidentes com consequências mais graves, uma vez que representam 16,0% do total de acidentes com vítimas, mas dão origem a percentagens mais elevadas de mortos (22,3%) e de feridos graves (20,0%).

Apesar das mulheres terem um maior risco de ser atropeladas, são os homens que sofrem as consequências mais graves: apesar dos homens representarem apenas 44% dos feridos leves, são 62% das vítimas mortais.

Os peões jovens, sobretudo dos 15 aos 19 anos, e os mais velhos são os que apresentam maior risco de serem atropelados. No entanto, a taxa de mortalidade é muito mais elevada nos peões com 65 ou mais anos, o que é explicado pela menor resistência física.

Embora a grande maioria dos atropelamentos seja provocada por veículos ligeiros (91%), são os pesados e os motociclos que provocam ferimentos mais graves nos peões que atropelam. De destacar ainda que os atropelamentos ocorridos durante a noite e madrugada originam ferimentos mais graves.

É necessário salientar ainda para a necessidade de uma melhor articulação entre todos os agentes, desde as forças policiais na fiscalização até às autarquias, responsáveis pela gestão das infraestruturas rodoviárias, salientando a urgência em desenvolver políticas que levem à redução da sinistralidade dentro das localidades, não só através da melhoria das infraestruras, mas também de ações que promovam a adoção de comportamento seguros nos utentes da estrada.

 

Se é peão, não se esqueça de atravessar as estradas corretamente, utilizando sempre os meios destinados à passagem do peão, como passadeiras, verificando sempre a chegada de automóveis e respeitando os semáforos. Como condutor, esteja atento a tudo o que se passa à sua volta, inclusive a passagem de peões em locais indevidos, podem reagir de forma a evitar percalços!

A Insparedes deseja-lhe Boas Viagens!

 

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