Como é que a inteligência artificial pode salvar vidas nas estradas?

Cada vez mais, a tecnologia de condução autónoma se depara com uma questão extremamente desafiante: a inteligência artificial pode mesmo salvar vidas?

Esta é uma das questões a que a tecnologia se compromete responder com a promessa de que, nos carros autónomos, a inteligência artificial assumirá o controlo do volante e eliminará o erro humano, preservando a segurança.

Como é que a inteligência artificial pode salvar vidas nas estradas?

Esta é uma das questões a que a tecnologia se compromete responder com a promessa de que, nos carros autónomos, a inteligência artificial assumirá o controlo do voltante e eliminará o erro humano, preservando a segurança.

Porém, vários investigadores, engenheiros e profissionais alertam que é preciso começar a programar as máquinas para o inesperado, de forma a conseguir salvar o máximo de vidas. Em 2017, a automatização da condução já não era apenas uma ambição futurista, já que fabricantes automóveis têm vindo a anunciar projetos de desenvolvimento de carros que se conduzem de forma autónoma.

E, se muitos carros que circulam na estradas já incluem alguma capacidade de automação, como tecnologia para ajudar a estacionar ou manter a velocidade do carro sem tocar no acelerador, ainda mais evoluídas serão as novas funcionalidades. Porém, os desafios são muitos!

Um deles é a incerteza perante o comportamento dos futuros carros autónomos, o que leva muitas pessoas a recusar esta tecnologia. Assim, fundamenta-se a criação desta tecnologia com base numa programação que representará a solução para esse desafio: os carros serão programados para salvar o máximo de vidas humanas, mesmo que isso implique destruição de propriedade ou mesmo a morte de animais.

Além disso, todas as vidas humanas estarão em pé de igualdade, independente de género, idade, condição física ou mental. Além disso, será obrigatório haver um sistema de registo do carro, semelhante à caixa negra nos aviões, para que em todos os acidentes se saiba determinar qual o culpado, sistema esse que será revisto a cada dois anos. Actualmente, a decisão final em caso de acidente reverte-se para o ser humano, que é suposto estar sempre preparado para assumir o controlo do veículo.

Porém, com esta tecnologia, retira-se essa responsabilidade do condutor, que nem sempre consegue responder de forma rápida a situações de stress, incutindo ao automóvel esse papel. Robert Sparrow, especialista em ética robótica, ao publicar recentemente um estudo sobre o fim da condução manual, antecipa que existirá muita pressão social para que a condução manual termine, já que as pessoas perceberão que os condutores humanos nem sempre conseguem reagir rapidamente a situações de acidente.

Afirma, também, que o erro humano (adormecer ao volante, descuido, excesso de velocidade) é o maior culpado da sinistralidade rodoviária. Para já, a falta de leis em Portugal não impede testes em veículos autónomos, o que fomenta que já se realizem testes de condução autónoma no nosso país, o que já se verifica em Lisboa com a parceria entre a Bosch e a Brisa.

Para que, num futuro próximo, esta inovação seja possível, será necessário mapear as estradas e garantir que os sinais de trânsito e marcações estejam visíveis, bem como criar dispositivos que avisem os carros sobre alterações nas estradas. É uma realidade que ainda vai demorar, já que para se estabelecer, será necessário implementar condições técnicas e legislativas para tal.

 

Até lá, lembramos que deve manter o seu carro no devido estado de preservação, bem como adoptar uma condução atenta e preventiva, já que a sua segurança ainda está nas suas mãos!

 

A Insparedes deseja-lhe boas viagens!

 

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