Condutores com baixa perceção de riscos têm maior probabilidade de ter acidentes

Estudo da Prevenção Rodoviária Portuguesa, da Escola Nacional de Saúde Pública e a Norauto Solidária conclui que condutores com baixa perceção de riscos têm maior probabilidade de vir a ter acidentes.

Condutores

Incidindo na análise de vários componentes dos veículos, na aferição da perceção dos condutores quanto ao estado dos seus veículos e na avaliação de outras questões de segurança rodoviária, concluiu-se que, dos automóveis e condutores avaliados, 23% apresentavam os pneus em mau estado, 16% possuíam os travões em condições insuficientes e 9% continham os amortecedores danificados.

Dados estes preocupantes, já que as deficiências destes equipamentos põem em causa a segurança dos automobilistas.

Como esperado, os veículos que apresentaram melhores condições foram os mais recentes ou com menos quilómetros percorridos. Com a análise das respostas dos condutores, verificou-se que aqueles que consideram as recomendações das marcas das viaturas, bem como da Prevenção Rodoviária Portuguesa, são os que possuem o automóvel com menos danos.

Cerca de 3 em cada 4 condutores referiram que cumprem os planos de revisão recomendados, assim como consideram a condução sob efeito de álcool, a velocidade e a fadiga como fatores de incidência no aumento de risco de acidente rodoviário.

Quanto aos fatores relacionados com o automóvel, destacaram o mau estado dos pneus e travões. Com este estudo, foi possível identificar dois grupos de condutores com diferentes perfis de risco – um com alta perceção de risco (cerca de 87%), que atribui mais risco ao comportamento do condutor e um com menor perceção de risco (cerca de 13%) que desvaloriza os comportamentos do condutor, atribuindo maior risco de acidente a fatores externos.

Determinou-se, também, que a percentagem de condutores acidentados é muito maior no grupo dos condutores com baixa perceção de risco.

Assim, é determinante e urgente, para José Miguel Trigoso (Presidente da PRP) desenvolver políticas de segurança rodoviária que sensibilizem e informem os condutores dos riscos que correm na estrada, quer devido a fatores externos como pelo próprio comportamento do condutor.

 

Nunca é demais relembrar que, para que possa evitar acidentes e contribuir para estradas mais seguras, deve adotar comportamentos essenciais, tais como a utilização de cinto de segurança, a não ingestão de álcool e não exceder os limites de velocidade. Além disso, deve também manter o seu carro nas devidas condições, como o bom estado dos pneus e travões. Faça mais por si e pela sua segurança!

A Insparedes deseja-lhe uma Boas Viagens!

 

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